
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Professores versus professoraços

sábado, 23 de maio de 2009
Os três filtros de Sócrates

quinta-feira, 21 de maio de 2009
Alice no País das Maravilhas

terça-feira, 19 de maio de 2009
Dom Sebastião
domingo, 17 de maio de 2009
Zen

Quando o Quinto Patriarca, Hongren (em japonês, Daiman Konin, 601-647), decidiu escolher quem o sucederia, propôs aos seus discípulos que tentassem captar a essência do Zen num poema. O autor do melhor poema seria o seu sucessor. Quando receberam a notícia, os monges já sabiam quem seria o vencedor: Shenxiu, o aluno mais antigo de Hongren. Ninguém se deu ao trabalho de competir com ele, apenas esperaram... Shexiu escreveu o seu poema e pendurou-o na parede:
"Este corpo é a árvore de Bodhi.
A alma é como um espelho brilhante.
Toma cuidado para que sempre esteja limpo,
não deixando o pó se acumular sobre ele".
Todos os monges gostaram. Com certeza Hongren também iria gostar. Entretanto, no dia seguinte havia outro poema pendurado ao lado, que alguém havia pregado durante a noite:
"Bodhi não é como uma árvore.
O espelho brilhante não brilha em parte alguma:
Se nada há desde o princípio,
Onde se acumula o pó?"
Os monges ficaram assombrados. Quem teria escrito aquilo? Depois de algum tempo, descobriram. O autor do poema era Huineng, o cozinheiro do mosteiro. E, percebendo a sua realização, foi a ele que Hongren estendeu o seu manto e a sua tigela, fazendo de Huineng o Sexto Patriarca.
Fonte: Wikipédia
sábado, 16 de maio de 2009
Depus a máscara

sexta-feira, 15 de maio de 2009
Saiba que todas as coisas são assim

Saiba que todas as coisas são assim:
Uma miragem, um castelo de nuvens,
Um sonho, uma aparição,
Sem essência mas com qualidades que podem ser vistas.
Saiba que todas as coisas são assim:
Como a lua num céu brilhante
Em algum claro lago refletida,
Ainda que para aquele lago a lua jamais se moveu.
Saiba que todas as coisas são assim:
Como um eco que provém
Da música, sons e lamentos,
Embora nesse eco não haja melodia.
Saiba que todas as coisas são assim:
Como um mágico que fabrica ilusões
De cavalos, bois, carroças e outras coisas,
Nada é como parece.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Em defesa dos animais

"Os animais são nossos amigos!". Este era o lema de um popular concurso televisivo chamado "Arca de Noé", cujo tema eram justamente os animais. Todavia, o que assistimos sistematicamente é a um ataque feroz contra os animais. Esse ataque, perpetrado por gente ignorante e maléfica, acontece de inúmeras formas: nas touradas, nos circos, na caça, no comércio ilegal de animais e de produtos feitos à base deles, na escravatura de animais, em experiências científicas com animais, nas utilizações de animais como cobaias em testes farmacêuticos e de cosmética, no encarceramento de animais, na domesticação violenta de animais, nos abandonos de animais, nas torturas infligidas aos animais, nos assassinatos de animais... nos maus tratos generalizados contra animais.
domingo, 10 de maio de 2009
Tibete

O Tibete é hoje uma província incorporada à República Popular da China, considerada por esta como região autónoma. Possui uma área de aproximadamente 1,2 milhões de quilómetros quadrados (com uma pequena parte, ainda a ser definida, de controle e domínio da Índia). Taiwan (República da China) também reivindica o domínio total da região.
Sobre a questão da soberania tibetana, o governo da República Popular da China e o governo do Tibete em exílio discordam quanto à legitimidade da sua incorporação pela China.
A UNESCO e a Encyclopædia Britannica consideram o Tibete como parte da Ásia Central, enquanto outras organizações a vêem como parte do Sul Asiático.
O rei Songtsän Gampo uniu muitas partes da região durante o século VII. A partir do século XVII, os dalai lamas, conhecidos como chefes espirituais da região, têm sido os chefes administrativos do Tibete centralizado. Na religião tibetana os dalai lamas são tidos como emanações de Avalokiteśvara (Chenrezig, Wylie: [spyan ras gzigs] em tibetano), o bodisatva da compaixão.
Entre o século XVII e o ano de 1959 o Dalai Lama e seus regentes serviram como principais autoridades da província, tanto na política como na religião, dirigindo-a a partir da sua tradicional capital, Lassa.
Conhecido como o "tecto do mundo" por seus picos nevados, as montanhas do Tibete têm, em média, 4875 metros, com destaque para a cordilheira dos Himalaias.
A história do Tibete teve início há cerca de 2100 anos.
Em 127 a.C. uma dinastia militar fixou-se no vale de Yarlung e passou a comandar a região, perdurando-se esta situação por oito séculos. Por centenas de anos "belicistas" o Tibete investiu sobre terras vizinhas.
Este comportamento mudou em 617, quando o imperador Songtsen Gampo - 33º rei do Tibete – começou a transformar a civilização feudo-militar num império mais pacífico. O seu reinado durou até 701, e o seu legado foi imenso: criou o alfabeto tibetano; escreveu e estabeleceu o sistema legal tibetano (baseado no princípio moral segundo o qual é valorizada a protecção do meio-ambiente e da natureza); favoreceu o livre exercício religioso do budismo, e; construiu vários templos (dentre eles destacam-se o Jokhang e o Ramoche).
Os seus sucessores continuaram a transformação cultural, custeando traduções e criando instituições. O rei do Tibete que se seguiu foi Tride Tsukden (704 – 754), o qual deixou o seu filho como sucessor, o rei Trisong Detsen.
A partir do século VII a região tornou-se o centro do lamaísmo, religião baseada no budismo, transformando o país num poderoso reinado. Antigo objecto de cobiça dos chineses, no século XVII o Tibete é declarado incluído no território soberano da China. A partir daí seguem-se dois séculos de luta do Tibete pela independência, conquistada - temporariamente - em 1912.
Em 1950 o regime comunista da China ordena a invasão da região, que é anexada como província. A oposição tibetana é derrotada numa revolta armada em 1959. Como consequência, o 14° Dalai Lama, Tenzin Gyatso, líder espiritual e político tibetano, retira-se para o norte da Índia, onde instala em Dharamsala um governo de exílio.
Em setembro de 1965, contra a vontade popular de seus habitantes, o país torna-se região autónoma da China. Entre 1987 e 1989 tropas comunistas reprimem com violência qualquer manifestação contrária à sua presença. Há denúncias de violação dos direitos humanos pelos chineses, resultantes de uma política de genocídio cultural.
Em agosto de 1993 iniciam-se conversações entre representantes do Dalai Lama, laureado com o prémio Nobel da Paz em 1989, e os chineses, mas mostram-se infrutíferas. Em maio de 1995 é anunciado pelo Dalai Lama o novo Panchen Lama, Choekyi Nyima, de 6 anos, o segundo na hierarquia religiosa do país. O governo de Pequim reage e afirma ter reconhecido Gyaincain Norbu, também de 6 anos, filho de um membro do Partido Comunista da China, como a verdadeira encarnação da alma do Panchen Lama.
Ugyen Tranley, o Karmapa Lama, terceiro mais importante líder budista tibetano, reconhecido tanto pelo governo da China como pelos tibetanos seguidores do Dalai Lama, foge do país em dezembro de 1999 e pede asilo à Índia. A China tenta negociar o seu retorno, mas Tranley, de catorze anos, critica a ocupação chinesa no Tibete.
A causa da independência do Tibete ganha força perante a opinião pública ocidental após o massacre de manifestantes pelo exército chinês na praça da Paz Celestial e a concessão do Prémio Nobel da Paz a Tenzin Gyatso, ambos em 1989. O Dalai Lama passa a ser recebido por chefes de Estado, o que provoca protestos entre os chineses. No início de 1999, o governo chinês lança uma campanha de difusão do ateísmo no Tibete. A fuga do Karmapa Lama causa embaraço à China.
O Tibete é, ainda hoje, considerado pela China como uma região autónoma chinesa (Xizang).
Fonte: Wikipédia
Nota: Este post é uma homenagem ao Tibete e ao povo tibetano. Espero que daqui a pouco tempo o conteúdo deste texto relativo à história mais recente do Tibete esteja desactualizado, no sentido de ter finalmente terminado a criminosa ocupação deste território por parte do criminoso regime comunista chinês. Que em breve o Tibete recupere a sua independência e o povo tibetano a sua liberdade.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Sangha

Sangha é o nome dado à comunidade buddhista, formada por monges, monjas, noviços, e, na maior parte das tradições, também pelos praticantes leigos.
A comunidade buddhista, tanto a leiga quanto a monástica, foi se expandido gradualmente. O Buddha delegou o ensino do Dharma aos monges que tinham alguma realização espiritual e capacidade de ensinar. Assim, grupos de monges recitadores, eram responsáveis por memorizar e ensinar determinadas porções dos ensinamentos.
Os primeiros monges eram andarilhos que vagueavam pelos reinos indianos a fim de difundir os ensinamentos de Buddha. Assim como os seguidores de outros mestres, os monges buddhistas viviam de maneira muito despojada e vestiam-se com mantos cor-de-açafrão. A única diferença é que eles rapavam a cabeça como sinal de renúncia à vaidade e não aceitavam alimentos crus porque não podiam cozinhar. A cada mês, reuniam-se para a cerimónia de upavasatha (páli: uposatha), que incluía uma confissão e a recitação dos votos monásticos.
Pouco tempo após o falecimento de Buddha, no ano 483 a.C., a comunidade monástica sentiu a necessidade de formalizar toda a doutrina, para que se mantivesse total fidelidade à mensagem original. Desse modo, realizou-se o primeiro concílio Buddhista (foram 4 no total).
Esse encontro reuniu, além dos 500 sacerdotes que mais se destacaram pelo conhecimento da doutrina, o discípulo Ananda, que dotado de memória prodigiosa, recitou todos os discursos de Buddha. Eles foram então compilados no Cesto de Discursos (sânsc. Sutra Pitaka). De maneira semelhante, o monge Upali, que era o responsável por rapar a cabeça dos monges antes da ordenação, teria sido questionado sobre as regras monásticas, e suas respostas foram então registadas no Cesto de Disciplinas (sânsc. Vinaya Pitaka). Os cestos dos discursos e das disciplinas, em conjunto com o Cesto do Ensinamento Superior (sânsc. Abhidharma Pitaka), formam o cânone buddhista, chamado Três Cestos (sânsc. Tripitaka).
Com o passar do tempo, diferentes interpretações a respeito dos ensinamentos foram sendo formuladas. Consequentemente, do segundo ao quarto concílio, várias escolas filosóficas se formaram.
Actualmente existem três delas: Theravada, Mahayana e Vajrayana.
Fonte: Budismo Simples